Historicamente ligado a diversas deslocações guerreiras (os hunos vieram dessa região e mais tarde Gengis Kan), este é também o povo que ostenta ter sido uma das principais razões da construção da Grande Muralha da China. Que, ainda assim, não serviu de barreira à invasão do seu território.
Glórias passadas movem moinhos, parecem dizer hoje os mongóis. Depois de ter sido subjugado pelos chineses e depois pelos russos, o país hoje tenta recuperar o tempo perdido através do culto de uma história que aos olhos dos mongóis foi grandiosa. Daí que quase tudo na capital Ulan Batar receba o nome do mais famoso mongol. Chingis Kan, como o chamam, dá o nome ao aeroporto, à cerveja, e o seu retrato está numa das montanhas que cerca a capital.
Com 30% da população nômade, viver em tendas e cultuar as forças da natureza são hábitos comuns mesmo entre os que vivem nas cidades.
As imagens a seguir são de um templo budista tibetano no centro de Ulan Batar que possue inúmeras representações do inferno.
Acima um exemplo de escrita mongol feita à maneira chinesa. Como bons nômades, os mongóis não tinham escrita até o século 13. Foi Chingis Kan quem ordenou a adoção de uma escrita adaptada do Uigur (língua falada por este povo de origem turca que habita parte da Mongólia, China e Cazaquistão entre outros). Hoje, por imposição russa, o cirílico é a escrita utilizada. O país teve ainda outras escritas. Situação que me parece extraordinária e que revela um pouco da tenacidade desse povo, que voltou a poder utilizar a antiga escrita.Dança do budismo tibetano que serve para exorcizar os demônios. Tradicionalmente os lamas usam máscaras que representam diversos tipos de demônios.
2 comentários:
Dora,
lindas a fotos e o texto é bastante informativo. Adorei o bazar com os livros sobre as caixas.
Queremos mais reportagens!
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